Centrada nas energias renováveis, a ZLT de Abrantes abrange três zonas estratégicas: uma localizada no TAGUSVALLEY - Parque de Ciência e Tecnologia, orientada para a inovação tecnológica; outra na zona norte do concelho, coincidente com a Zona de Intervenção Florestal (ZIF) de Aldeia do Mato, dedicada à valorização da biomassa e reordenamento florestal; e uma terceira que cobre toda a zona sul do concelho, com exceção da área de servidão militar de Santa Margarida, com um papel central no desenvolvimento de projetos de transição energética, incluindo o antigo perímetro da Central do Pego.
Na prática, estas zonas têm como objetivo promover o estabelecimento de projetos de investigação, desenvolvimento e inovação para a produção, armazenamento e autoconsumo de energia elétrica a partir de energias renováveis, bem como de outros vetores energéticos renováveis como a biomassa.
A ZLT de Abrantes integra-se no processo de transição justa em curso, na sequência do encerramento da central termoelétrica a carvão do Pego, em 2021, pretendendo contribuir para a diversificação, modernização e reconversão da economia da região.
Manuel Jorge Valamatos, Presidente da Câmara Municipal de Abrantes, considera que a Zona Livre Tecnológica de Abrantes "é mais uma resposta concreta aos impactos económicos e sociais que surgiram pelo encerramento da central termoelétrica a carvão do Pego, promovendo o desenvolvimento sustentável e a criação de emprego qualificado, essenciais para construir novas oportunidades para o futuro de Abrantes e da nossa região".

