De acordo com um a nota publicada pela Câmara Municipal no seu portal, "a inexistência de um instrumento de planeamento e execução vinculativo tem sido um entrave à disponibilização de solo e à criação de condições que atraiam novas empresas" para esta localização, que sofre ainda com a "a atual classificação do solo e os custos associados à construção de arruamentos e redes básicas", que resultam numa "especulação dos preços dos terrenos, dificultando o acesso por parte dos interessados genuínos em instalar unidades produtivas no local".
O plano de urbanização visa, desta forma, "garantir a adequada estruturação da área industrial, definir regras claras para a ocupação do solo e instalação de infraestruturas, promover a oferta de solo infraestruturado para novas atividades económicas e responder às necessidades das empresas já instaladas, especialmente no domínio das infraestruturas gerais", entre outros objetivos.
O PUZIFS, enquanto instrumento de gestão territorial, será elaborado ao abrigo do Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial (RJIGT), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de maio, sendo também sujeito a Avaliação Ambiental Estratégica, nos termos do Decreto-Lei n.º 232/2007, de 15 de junho. O procedimento agora iniciado estabelece um prazo máximo de 24 meses para a conclusão do plano, estabelecendo-se ainda um período de 15 dias úteis, a contar do dia seguinte à publicação do despacho em Diário da República, para que os interessados possam apresentar sugestões ou informações.

