No final de 2025, encerra-se um ciclo que marcou profundamente a vida da associação e que deixa um lugar de saudade anunciada. Um ciclo feito de comida regional simples e verdadeira - a comida "da nossa avó" -, e de uma arte rara: a de bem receber. Durante mais de 25 anos, Joaquim Eduardo deu alma a este espaço, transformando refeições em momentos especiais e conversas em decisões que ajudaram a mover a economia da região. Como tantas vezes contou, "aqui fecharam-se muitos e bons negócios, com grandes investimentos a nascer à mesa".
A história do Restaurante NERSANT remonta a 1998, com Joaquim Eduardo a assumir a exploração do mesmo pouco tempo depois. Com ele, o Restaurante NERSANT ganhou vida própria, identidade e prestígio, tornando-se um ponto de encontro de empresários, parceiros e figuras da política regional.
Ao longo dos anos, o Restaurante NERSANT atravessou mandatos, direções e equipas, desde o tempo de José Eduardo Marçal até aos dias de hoje, mantendo sempre uma relação de respeito, proximidade e confiança com presidentes, diretores executivos e colaboradores.
O encerramento do restaurante resulta da venda do pavilhão de exposições, mas o que fica não se vende e muito menos se encerra: ficam as histórias, os sabores, as decisões tomadas à mesa e a memória de um espaço que ajudou a escrever a história da NERSANT e da região.
Hoje, a associação presta homenagem não só ao Restaurante NERSANT, mas sobretudo a um homem e a uma forma de estar. Porque algumas mesas não se desmontam; permanecem onde sempre estiveram: na memória coletiva de uma região.
Obrigado, Restaurante NERSANT.
Obrigado, Sr. Joaquim Eduardo.

